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Capital da Lingerie: Nova Friburgo conquista a mais nova Indicação Geográfica do país

Redação

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) oficializou, nesta terça-feira (27), a concessão do registro de Indicação Geográfica (IG) para a lingerie produzida em Nova Friburgo. O reconhecimento chancela a reputação da cidade, situada na Região Serrana do Rio de Janeiro, como um dos principais polos produtivos do país, elevando o total de Indicações Geográficas brasileiras para 173 registros.

O título é estratégico para o desenvolvimento dos pequenos negócios locais. Conhecida como a Capital da Lingerie, a região reúne mais de 4 mil empresas formais, predominantemente micro e pequenas confecções, que respondem por cerca de 35% da produção nacional de moda íntima.

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, ressalta que a conquista valoriza a cultura produtiva da cidade. Segundo ela, o selo oferece um diferencial competitivo essencial, capaz de impulsionar o faturamento das empresas, fomentar o turismo de compras e gerar impactos positivos em toda a economia regional.

Processo de estruturação

A obtenção do registro foi resultado de dois anos de trabalho colaborativo entre o Sebrae Rio, o Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindvest), a Faperj e o Núcleo de Pesquisa em Turismo da Afya Unigranrio. A iniciativa envolveu a elaboração de um dossiê técnico que delimitou a área geográfica de produção, comprovou a legitimidade dos produtores e documentou o histórico de notoriedade do município no setor têxtil.

Com a certificação, as entidades envolvidas dão início a uma nova etapa focada na difusão da IG entre as confecções. O cronograma prevê a capacitação das empresas para o cumprimento das normas técnicas e a promoção da marca territorial em eventos e feiras do setor.

Atuação do Sebrae

O Sebrae desempenha um papel fundamental na estruturação de Indicações Geográficas no Brasil. A instituição presta consultoria técnica e apoia a governança associativa, auxiliando produtores a atenderem aos requisitos exigidos pelo INPI para a obtenção de Indicações de Procedência e Denominações de Origem. O trabalho visa, ainda, a inserção desses produtos em novos mercados e o fortalecimento do desenvolvimento territorial sustentável.

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