O dólar voltou a superar a marca de R$ 5 na manhã desta terça-feira (13), enquanto os contratos de juros futuros registraram alta no mercado financeiro brasileiro. O movimento ocorre após uma semana de forte valorização do real, em meio às expectativas dos investidores sobre o cenário econômico e político após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Segundo informações do Estadão, publicadas às 9h49, o dólar à vista apresentava valorização de 0,52%, cotado a R$ 5,0112. Na semana anterior, a moeda americana havia acumulado queda de 4,43% em relação ao real.
Juros futuros também apresentam alta
Os contratos de juros futuros acompanharam a movimentação do câmbio, especialmente nos vencimentos de médio e longo prazo.
Às 9h21, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 subia de 12,221% para 12,330%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2031 avançava de 12,231% para 12,310%, conforme dados divulgados pelo Estadão.
Parte da movimentação foi atribuída a ajustes técnicos após as oscilações dos últimos pregões. No cenário internacional, a queda do petróleo, o recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a desvalorização do dólar diante de outras moedas contribuíam para limitar os movimentos no mercado brasileiro.
Pesquisas eleitorais entram no radar financeiro
A divulgação de pesquisas sobre o segundo turno da eleição presidencial também integra o conjunto de informações acompanhadas pelos investidores.
Levantamento PoderData/Aya divulgado nesta terça-feira aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49%. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores e apresenta margem de erro de 1,8 ponto percentual, indicando empate técnico.
Outra pesquisa, realizada pelo instituto Nexus para o BTG Pactual, apresenta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. O levantamento entrevistou 2.002 eleitores entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado também configura empate técnico.
Os indicadores eleitorais são acompanhados pelos participantes do mercado financeiro, juntamente com as expectativas sobre as contas públicas, a política fiscal e os próximos indicadores econômicos.
Mercado eleva previsão de inflação para 2026
O Boletim Focus, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central, trouxe novas projeções para a economia brasileira.
A estimativa de inflação para 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 5,01% para 5,22%. O percentual supera o limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta de inflação.
Por outro lado, a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, no encerramento de 2026 caiu de 13,50% para 13,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.
A redução da projeção para a Selic não representa uma queda imediata dos juros. Da mesma forma, a alta dos contratos futuros reflete as negociações e expectativas do mercado para diferentes vencimentos.
Mercado acompanha cenário nacional e internacional
Além das pesquisas eleitorais e das projeções econômicas, investidores seguem atentos ao comportamento das moedas internacionais, aos preços das commodities e às perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos.
As oscilações do câmbio têm importância para a economia brasileira, especialmente para empresas que dependem de importações e setores exportadores, como o agronegócio.
Com o segundo turno presidencial marcado para 25 de outubro, as pesquisas eleitorais e os próximos indicadores econômicos permanecem entre os fatores acompanhados pelo mercado financeiro.
Informações de mercado referentes à manhã de 13 de outubro de 2026. As cotações podem variar durante o pregão.